sábado, 25 de fevereiro de 2012

Com os olhos no prato

Havia anos que Carlos planejava fazer uma cirurgia nos olhos, porém como todo filho de deus estava preocupado com sua saúde e sobre o andamento da dita cirurgia, já que quando criança lhe colocaram medo sobre o assunto.

Carlos tinha 11 ou 12 anos de idade no máximo e foi com seus pais na consulta no Hospital Evangélico, que aliás pertencia à igreja na qual sua família comungava. Consultou com um oftamologista amigo da família, o doutor Mário: um senhor tradicionalista, acomodado em sua condição de somente realizar consultas, pois tinha pavor de cirurgias.

Pareceu à Carlos que a opinião do doutor Mário sobre seu interesse de realizar a cirurgia muito tinha de pessoal, e que seu maior interesse era agradar seus pais. "Filho, é uma cirurgia delicada que pode piorar algo que está bom, é um pequeno detalhe que não mudará sua vida em nada", disse. Depois Carlos descobriu que doutor Mário trocava cheques com seu pai, além de ser viciado em masturbar-se.

Doutor Mário não tinha idéia de como era viver com esse problema de nascença, e Carlos lutava consigo mesmo sobre a decisão de fazer a intervenção cirúrgica, e nisso se passaram 15 anos.

A tecnologia havia avançado muito desde 1998 e agora haviam vários especialistas nesse tipo de cirurgia. Devia ter uma demanda grande e podia-se perceber que esse tipo de "negócio" era bem lucrativo, visto o luxo dos consultórios dos especialistas e suas agendas lotadíssimas. Depois de muito ler e conversar com médicos especialistas, Carlos conseguiu por fim achar uma médica de confiança que pudesse fazer a cirurgia.

Passou por outros médicos, dentre dos quais uns bem pilantras. Uma médica chegou ao ponto de destruir sua tentativa de fazer a cirurgia pelo plano de saúde, pois ela queria fazer no particular. Pra isso a safada tinha espaço na agenda.

Depois de muitas consultas e opiniões diversas entre os amigos, Carlos se preparou e foi para a clínica. Tinha a preocupação de continuar a viver sua vida de boêmio, por isso fez questão de confirmar com a doutora Clara se podia continuar fumando seus seis baseados de maconha diários, continuar com suas bebedeiras de fim de semana e suas transas selvagens, como ele gostava e fazia questão. Só a bebida que não podia ser ingerida enquanto tomesse os antibióticos. E assim foi.

Na sala cirúrgica havia uma equipe só de mulheres, o único homem que apareceu depois foi o anestesista, o doutor Pablo. Homem esquisito, que tinha conversado dias antes e que se interessou muito sobre a sálvia divinorum quando Carlos perguntou sobre se podia fazer uso, já que Pablo o advertiu sobre as substâncias que não deveriam ser usadas antes da cirurgia. Tinha um cavanhaque comprido demais para um médico de cidade de interior, além disse usava uns colares que seu pai dizia ser de uso de maloqueiros. Tempos depois Carlos concluiu sorrindo consigo mesmo, que a cara de louco não podia combinar mais com a profissão de doutor Pablo. Que tipo de gente quer se especializar em dopar os outros com drogas fortíssimas?

Carlos estava nervoso, já com as mangueiras enfiadas em suas veias, acompanhando seus batimentos cardíacos pelo monitor, deitado na maca na posição em que Jesus Cristo morreu na cruz. As enfermeiras usavam tocas coloridas, com estampas de desenhos animados infantis, e conversavam despreocupadas, como num passeio com suas amigas. Apesar disso ele sentia uma segurança que mesmo que não tivesse, se obrigaria a ter. Afinal, não ia morrer por falta de fé. Seria como desistir da vida. Uma grande fraquesa.

Nessa hora sensível, quis acreditar que o cardiologista fanfarrão que tinha feito o exame de risco cirúrgico estivesse certo ao lhe dar o aval para a cirurgia. O senhor nordestino já com seus mais de 60 anos falou umas três vezes em sexo e putaria nos apenas 30 minutos de exame. "Meu deus! Quantos médicos tarados não tem por aí? Coitadas de nossas mulheres!", pensou.

Tomou o sedativo e desmaiou num sono profundo e sem sonho. Derrepente algo o incomodou muito: sentia que arrancavam algo de dentro da sua garganta. Era a o aparelho pra respiração, no que tiravam, arranhou a garganta e seu instinto de sobrevivência falou mais alto que o poder da anestesia. Levantou-se de supetão, com um urro de lobisomem, se ergueu na maca e logo correram as enfermeiras para lhe controlar e voltar a sedá-lo. Essa é a lembrança que Carlos tem da realização da cirurgia. Após o ocorrido, em suas meditações solitárias pensou: "Ainda bem que isso não aconteceu na hora mais sensível, quando possivelmente a equipe feminina se divertia com seus olhos que deviam estar num prato, para facilitar o trabalho".

sábado, 10 de dezembro de 2011

Tristes Trópicos

Tristes Trópicos é um best seller do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, uma narrativa de viagem, juntamente com análises sob a luz de sua antropologia estrutural. Esse compêndio de aproximadamente quinhentas páginas traz a trajetória de Lévi-Strauss desde o início de sua vida acadêmica na Europa e sua vinda pra o Brasil na década de 1930. Ele foi chamado pra trabalhar como professor e etnógrafo na USP (Universidade de São Paulo), onde ajudou a fundar a Antropologia.
Em seu livro, Lévi-Strauss fala sobre suas viagens pelas antilhas, das dificuldades de realizar uma viagem internacional de navio, nas curiosidades desse novo mundo que ele descobria.

Ele não gostou da Baía de Guanabara, como diz também a música de Caetano Veloso. Mas gostou muito de São Paulo, tanto da capital como seu interior.

Nas férias de professor universitário ele decide fazer etnografia com tribos indígenas. Ele começa pelo Paraná, com os Cadiueu, índios bonitos, com a característica marcante de pinturas faciais elaboradas. Os cadiueu ocupavam uma área q ia do norte do Paraná ao sul do hoje Mato Grosso do Sul. Os detalhes das viagens à cavalo, das refeições, das conversas com os caboclos ajudantes, as caravanas com carros de boi, andando por picadas que não passavam carros nem caminhões, tudo isso caracteriza a aventura magnífica daquele trabalho de campo.

Seguindo os caminhos de Marechal Rondon, ele vai para o hoje estado de Mato Grosso onde permanece alguns dias entre os Bororo, sempre analisando a família indígena, a organização tribal, as cerimônias religiosas, as artes e utensílios, alimentos, etc. Suas análises sempre trazem comparação da América com a Europa, já que possui como referência sua terra natal.

Ainda no sertão conhece os índios Nambiquaras. Essa tribo é muito interessante pois das etnias estudadas era a mais desapegada dos bens materiais, e ao mesmo tempo mais vulnerável àquela civilização que ja os estava cercando. Eram andarilhos e viviam de comer insetos nos tempos de seca. Muitas vezes não tinham casa para dormir e se contentavam em dormir pelo chão mesmo, na terra, pois nem da esteira de palha faziam questão. Entre os Nambiquaras ele relata casos de folguedos entre os índios.

Já na amazônia, em Rondônia, ele conhece os Tupi-Cavaíba, relata o caso de dois irmãos que revezavam a jovem esposa, enquanto que o chefe da tribo tinha duas esposas. Engraçado a experiência entre o antropólogo e a a Lucinda, a macaquinha que adotou Lévi-Strauss e não desgrudava de sua perna.

Com um linguajar às vezes simples, às vezes complexo, às vezes poético, Lévi-Strauss nos faz sentir como se estivéssemos ali naquela hora, no Brasil da década de 1930, buscando registrar tudo que se passava naqueles povos que em menos de um século sofreriam um massacre cultural em que muitos não suportariam.

Obrigado.

Dom

domingo, 13 de novembro de 2011

Sintonia com o universo.

Existem muitas obras e textos que discorrem sobre a sintonia que podemos ter com o universo, essa força que nos leva exatamente para onde devemos ir, que nos leva a seguir nosso caminho, seguir o fluxo ao invés de resistir e além de criar atrito, perder tempo num caminho que não é o nosso.
A sintonia com a força motriz do universo transforma nossa vida num leve deslizar pelos prazeres e emoções que a vida nos proporciona.
Não é facil nem rápido aprender os segredos de se ter essa sintonia. Decifrar os segredos e dicas que o universo nos deixa a todo momento requer paciência, concentração, sensibilidade. Precisa-se estar aberto, receptivo para entender sua "missão", sua "sina". Observar com seus próprios olhos, deixando de lado os medos e preconceitos que lhe foram inculcados, buscando ser você mesmo, in natura, "ouvindo" com humildade o que o universo lhe reserva e aceitando os presentes dados por ele a você.
Algumas pessoas dão o nome de deus à essa força. Outras criam toda uma história, um raciocínio e até mesmo uma fantasia para se sentir à vontade com essa "verdade". Porém o mais importante é entender que o universo conspira a favor dos bons, das pessoas que agem honestamente, que têm o coração aberto, que buscam a iluminação, os chamados justos.
Ser pessimista, assim como não obter a liberdade do pensar e do viver te afasta cada vez mais da sintonia com o universo. Se prender muito à poucas verdades também te limita. Deve deixar-se levar por essa força benigna, dessa forma perceberá que no final desse proceder sempre tudo acabará bem, uma coisa leva à outra, tudo está interligado. As peças nesse grande tabuleiro de xadrez, que é o universo, estão se movendo, tudo se desloca, e se você ficar parado bloqueando esse movimento, poderá ser violado, ou chocado com algo que não era pra você.
Entretanto para obtermos o processo natural e de equilíbrio das forças do bem e do mal no universo, é compreensível que sempre haverão pessoas que não seguirão os sábios conselhos do assim nomeado divino, essa força maior que rege o universo. Essas são as pessoas que fazem parte da base da pirâmide da sociedade, a maioria, pessoas que sofrem sem saber o porquê, pessoas que vivem por viver, pessoas que ja se acostumaram com a injustiça e com a dor e infelizmente estão presas em um ciclo, sendo peças de uma grande engrenagem que previlegia poucos.

Porém já sabemos que a sabedoria é para os raros.

Obrigado.

domingo, 9 de outubro de 2011

As pessoas e suas mentiras

O ser-humano cria muitas idéias a todo momento, porém ele se contradiz tanto que causa certa confusão filosófica, um partidarismo também, onde existem correntes de pensamentos de vário tipos, onde pessoas doam sua própria vida, sua honra à causa.


Cada um sabe de si, entretanto o exagero da dita necessidade de cada um vender seu peixe é algo que ás vezes escapa á ética, ao caráter reto. Num frenesi de busca de sucesso e poder, indivíduos mentem e ás vezes até acreditam em sua própria mentira, tamanho o esforço.

Ideologias existem à torto e à direito, cada uma com seu herói, seu filósofo mor, cobertas de sua mais absoluta razão, e para cada humano uma que lhe faz brilhar o olho, que tira seus pés do chão, que lhe faz ler livros densos e grossos, que lhe faz militar pelas ruas e praças, pregar em alto e bom som as verdades redentoras. Mas afinal, existe uma que é a certa? Existe uma verdade absoluta? Nietzche diz que não.

Depois de analisar tantas idéias, tantas teorias, percebemos que realmente existe alguma verdade em não acreditar em uma só verdade. Pode existir um meio termo que foge de nossa limitação, uma realidade que é muito maior que o cérebro humano. Muita gente prefere acreditar no que esta pronto, mesmo que esse quebra cabeça não esteja devidamente montado, faltando peças. Porque não buscar algo novo? Pode ser até uma união de idéias que nos pareçam contrárias, que não combinem. Isso me parece um certo preconceito por parte das pessoas.

Mesmo assim creio que pra felicidade desse animal chamado ser-humano, é preciso ter uma ideologia, sem radicalismo; uma fé acolhedora, buscando também entender um pouco das verdades que existem nas mentiras dos outros.

Obrigado

Dom

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sobre Raul Seixas

Esse nome lembra não só música, como filosofia, artisticidade e revolução. Um grande ícone da contracultura no Brasil. Foi acima de tudo um grande brasileiro, que usando da antropofagia (Oswald de Andrade), mesclou o rock com rítmos brasileiros como o baião criando estilos musicais diferentes, e representou bem nosso país no exterior, assim como possuiu/possui um grande carisma pela população brasileira.

Além de ser filósofo por formação, e ter escrito algumas letras musicais, ele criou todo um misticismo, uma idéia de sociedade alternativa, uma crítica original aos stablishment brasileiro, quase uma "religião raul-seixista". Houve muitos seguidores, que realmente dariam a vida pelo seu mestre roqueiro, mas Raul amenizou a situação dizendo não ser este seu objetivo. Não queria ser exemplo pra ninguém, pelo menos a princípio.

O que trouxeram características marcantes na carrerira do baiano foram as parcerias que ele fez tanto com Paulo Coelho, como com Cláudio Roberto Andrade de Azevedo, grandes sucessos foram lançados gerando o auge do artista. Auge que foi barrado pelo excesso de drogas, infelizmente.

Toda essa leitura sobre a vida do "maluco beleza", nos leva a refletir sobre alguns pontos entre outros: realmente ninguém é feliz tendo amado uma vez? Devemos persistir na idéia da sociedade alternativa? Fama traz felicidade? As respostas não serão unânimes, dependem de cada um, mas o exemplo esta aí para ser observado.

Raul foi uma eterna criança, uma pessoa livre, livre pra amar, para brincar, para questionar, para acreditar naquilo em que sentisse seu coração bater mais forte. Ele vibrava com as letras que cantava e os sons que tocava. Ele acreditava tanto, que passava isso pra todas as pessoas que ouviam, gerando no mínimo uma reflexão por parte delas sobre o tema.

Tanta intensidade de viver, que sua vida encurtou. Se valeu á pena, só ele poderia ter dito com autoridade, porém do nosso ponto de vista ele foi um arraso, um marco histórico na cultura brasileira. Nada é perfeito. O que importa é que foi do jeito que foi.

Obrigado.

Dom

O mundo dos sonhos e a vida real

Pode acontecer de ás vezes quando acordamos, não sentirmos vontade de acordar de fato. Insistimos em dormir mais. Parece que o mundo dos sonhos fica mais atraente que o mundo real. Parece mais difícil respirar, sentimos mais frio, mais preguiça, a força de vontade outrora mais tão forte dentro do sonho, parece diminuir em menos de um terço.


Nos sonhos nós podemos tudo: voar, ter super-poderes, lutar excepcionalmente bem, enfrentar os mais diversos perigos. Na vida real já muda um pouco a coisa, há altos e baixos, coisas que não esperamos por mais que nos preparemos, reações que fogem da nossa força de vontade.

Não que não existam pesadelos, mas de certa forma, parece que já esperávamos por eles. Sentimento confuso. E acompanhado deles parece que vem um bom sonho pra aliviar as tensões.

Durante o sono geralmente relaxamos, precisamos relaxar, parar de pensar para entrar nessa "outra dimensão", enquanto que durante o dia, na tão importante vida real, devemos estar "sempre alertas". É uma vida tensa, cheia de responsabilidades, onde cobramos e somos cobrados. Pra quê tanto conflito?

Há uma cultura tribal, segundo o antropólogo James George Frazer, em que não se faz distinção entre sonho e realidade. É como se durante a noite a alma fosse levada para outra dimensão, onde ocorreriam outros atos, que de fato aconteceriam. Nos primeiros contatos com os ocidentais, houve uma má interpretação dos ditos selvagens. Pensava-se que eles mentiam muito, quando apenas narravam os acontecimentos que ocorriam durante o sono.

Tanto a vida como o sonho podem ser bons. A questão é: do que eles dependem para sê-los?

Desejo mais disposição para você.

Obrigado

Dom

sábado, 30 de julho de 2011

Desencanto pelo ser humano

O ser humano pode ser fantástico quando quer. Pode ser bom, agradável, confiável, honesto, amigo. Mas geralmente não quer, não se esforça para sê-lo. O egoísmo fala mais alto, a vontade de ser superior domina esse ser fraco e covarde.

No auge do capitalismo em que vivemos, a selva de pedra se torna palco de um drama cheio de mentiras e desconfianças, onde as pessoas atuam e engolem toda essa superficialidade à seco, fingindo não se importar ou nem pensar sobre o real sentido da vida, sobre os valores perdidos em meio a essa competição sem sentido, onde os amigos que pensávamos ter nos passam rasteiras por pouca coisa.

Tanta valorização da profissão, dos cargos almejados, dos títulos concedidos, do status que não passa de fantasia, de um "cartão de visitas" elaborado pelo marketing pessoal isento de ética, imundo e sem escrúpulo. Enquanto que as crianças são deixadas com a babá, a vivência com a parceira ou parceiro é resumida aos finais de semana e presentes comprados, os amigos são encarados como objetos, ferramentas para se alcançar objetivos vazios.

Precisamos de uma revolução dos valores! Uma luta com sentido, por uma vida mais plena, recheda de sentimentos expressos sem medo, sem desconfiança. Devemos buscar a transparência, a justiça, o amor, a preocupação verdadeira pelos nossos queridos. Pequenas coisas fazem a diferença: ouvir um desabafo e dar opiniões sinceras, respeitar o sentimento e os valores alheios, respeitar a família, o casamento, os compromissos. A palavra do homem perdeu valor com o passar do tempo, e não faz muito tempo que as coisas eram diferentes. Tanta burocracia foi inventada para poder "amarrar" os compromissos que as pessoas de hoje fazem, e mesmo assim são desrespeitadas a todo momento.

Como é bom termos uma pessoa em quem confiar, viver uma vida leve sem desconfianças, sem a amargura da traição. O sorriso é mais alegre, o cantar é mais profundo, o olhar é mais brilhoso, o abraço mais caloroso. Dormir sem perturbação, descansar com a mente tranquila, a consciência leve é algo que não tem preço. Tantas doenças mentais existem e algumas passando a existir, cânceres, vitiligo, derrames e tantas outras doenças com causas emocionais que poderiam ser evitadas se não fossem as dores causadas pelo desencanto pelos seres humanos.

É necessário refletir sobre nossos valores. Que adianta ser rico e não ter amigos de verdade, pessoas que realmente se importam com você? Ou você prefere comprar as pessos que te cercam, iludindo a sí mesmo sobre os sentimentos que você tem e que espera dos outros? Viver assim é muito vazio, muito frio. Não é a toa que tantos ricos sofrem de depressão, abusam das drogas, cometem suicídio.

O ser humano pode ser muito mais que isso, ele tem potencial. Podemos abrir mão de algumas coisas para alcançar uma evolução em nossa vida, uma vida mais completa. Existem algumas poucas pessoas que querem compartilhar dessa vida com você. Pessoas especiais. E quanto à multidão de pessoas vazias e sem valores que existem por aí, que se juntem todas e se ferroem. Quem sabe com isso elas percebam o erro em que se meteram.

Obrigado.

Dom